sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Trilogia da desconstrução III
Trilogia da desconstrução II
Trilogia da desconstrução I
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Quero ser leve
Leve como a folha que toca docemente a água
Leve como as bolhas de espuma do oceano
Leve como a brisa que toca a face e corre suavemente entre os dedos
E pela leveza que toca o meu ser eu quero ser levada
Levada pelo infinito do universo, entre as poeiras de estrelas e as galáxias brilhantes no firmamento
Levada ao âmago do meu ser, ao início de tudo, da vida, das cores e das formas
E lá no imo, eu quero ser
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Liturgia das Horas
Como aguentar essa dor que lacera o meu peito e faz doer a minha alma?
Como aguentar as lamúrias do coração na liturgia das horas de sofrimento?
Como?
A dor que palpita nessa hora, é a mesma que a meses teima em dizer não, não e não.
A negação dos que amam e não querem ver, não querem sentir. Só querem fechar os olhos e esquecer.
Mas como?
As palavras proferidas querem e lutam para serem acreditadas.
O coração diz que sim.
A razão diz que não.
Em todos esses momentos ressoa na mente: A dor é inevitável. E o sofrimento é opcional.
Mas e quando a dor é permanente nas horas? Quando doi por mais de 24 horas, o que fazer?
É a dor que doi como o barulho do relógio, a cada hora que bate nele em seu aparelho, bate no coração.
E a cada dia que ressurge na alvorada, faz lembrar que é verdade, e que você não acordou de um pesadelo, mas essa é a sua vida e o presente momento em que está vivendo.
As horas vão passando e continua a doer, e continua a doer...
sábado, 21 de dezembro de 2013
Sonhos de Deus
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Loreena Mckennitt
Bom, se você ainda não conhece, ela é uma cantora canadense que compõe, toca (harpa, piano e acordeão) e canta músicas no estilo New Age. Mas antes de você achar que ela é igual a Enya, eu posso afirmar que não tem muito a ver. Ela se baseia na cultura celta para criar suas músicas, as quais muitas se referem as lendas Arthurianas e utiliza diversos intrumentos, grande parte deles orientais para dar um ar épico nas canções. Sem falar nas letras, são absolutamente poéticas. Quem puder confira o video abaixo, e se puder depois procure os outros videos de The Night from The Alhambra. No wikipédia tem uma breve biografia dela.
domingo, 16 de dezembro de 2012
Na janela em que te vejo
Olho pela janela
E vejo tua expressão desiludida
Olhos cansados
Rosto amargurado
E cabelos escassos
O que fizestes da tua vida?
Com certeza não é quem sonhou em ser
Há vinte anos atrás
Tua juventude ficou
E o relógio que uma vez andou
Já não te favorece mais
Mas por fim entendeste
Que o que te faz ser é o presente
E as más escolhas que fizestes
Não te rejuvenecem
Só te deixam espaço para entender
Que a vida só é escassa
Para quem deixou de viver
Foto: autor desconhecido
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
A você
Ando pensando muito em escrever
Em voltar
Mas como?
Não sei...
Só sei que comigo não funciona de fora para dentro
Não funciona com um dicionário
Com uma gramática ao lado
Só funciona sentindo
Todos os dias vivenciamos experiências incríveis, únicas
Como os nossos sonhos
Mas não escrevemos no papel
Fica guardado no nosso espírito
Escrito em nossa alma
Sinto que tenho um livro infinito dentro de mim
Em um infinito de emoções
Que na maioria das vezes são postas de lado
Pela correria e mecânica do dia-a-dia
Mas e o papel como fica?
Em branco, isolado?
Não, não
O papel tem que ser pintado
Por uma imensidão de cores
Dispostas de todas as formas
Assim preciso ser, como um quadro
Esperando a próxima pincelada
Se transformando a cada cor nova
Se tornando algo inexplicável
Assim eu me sinto agora
E graças a você, amigo desconhecido
Que por um comentário me fez ver que posso ser mais
Que não estou só nesse Infinito do Ser
A você o meu mais sincero Obrigada.
terça-feira, 23 de março de 2010
Navegando no Aqueronte
Tantos espaços, retratos e letras
Que ficam esquecidos no passado
O que pensar do Eu?
As memórias inesquecíveis, as dores do amargor
Isso poderia ser riscado
Levado pelo vento ao mundo do esquecimento
Lugar das lembranças tendenciosas
Que continuam perpétuas em nossa mente
As lembranças são levadas pela barca de Caronte
E quando se chega ao destino
Não nos despedimos, ficamos mudos
Sem pensamentos incessantes
Tudo fica escuro
Sem som, sem barulho
Será a Paz?
Apagar pensamentos que não enfrentamos
Dizer adeus ao que incomoda
Trará a Paz?
A vida como o filme Brilho eterno de uma mente sem lembranças
E sem coragem
Controlar o pensamento
Viver o sentimento
Deixando ele ir embora por si só
É olhando para a barca de Caronte
Que dou Adeus ao que não quero pensar mais
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Sou Amanhã
Caem tijolos, flores são plantadas e escrevo mais uma página
Como eu sou incansável
Tijolos novos são colocados, flores são regadas e as páginas formam um livro
A vida segue nesse ritmo por um tempo
Vou mudando a cada estação
Me construo, reconstruo, cato meus cacos
Planejo comprar mais tijolos,
Fazer um arrumado
Planejo publicar livros,
Com as histórias dos meus sonhos
Planejo fazer uma horta no jardim,
Para preparar receitas com seus frutos
Quero ser uma metamorfose
Que nem Raul e a borboleta pousada em minha janela
Quero, Planejo, Vou
Ser Amanhã
A futura poesia, o próximo lápis que risca o papel
O nome gravado em brasa no peito
Sou, Fui, Serei
Em breves linhas e novos retratos
Sou o futuro texto do seu papel riscado
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Momento
Nesta tarde silenciosa reflito sobre as pequenas coisas. Sobre a suave brisa que balança as cortinas da janela, sobre o sol que se põe e os meus sonhos que dariam histórias de livros. Penso na paz que este singelo momento me dá, e a única palavra que pronuncio é obrigada. Agradeço por simples momentos e o silêncio permanece. As horas passam, a tempo que não me preocupo com elas. Só que a cada segundo a mais de silêncio a vida passa por trás da janela desta casa, levando o tempo e as minhas histórias não contadas. Estou navegando em um barco solitário, guiada pelas estrelas, manuais de instrução e o vento. De que vale uma vida solitária, uma vida de reclusão? A vida pode ser melhor vivida se compartilharmos os simples momentos e navegarmos juntos rumo a um destino. Deus nos concede momentos para tudo, desfrute do silêncio, trabalhe seu interior, mas não se esqueça da União.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Olhar
Obscuros e sublimes
Eles estão guardados a sete chaves
Esquecidos e inacabados
A eternidade transparece em um olhar
Profundo e puro
É a essência e o inconsciente
Que aparecem despercebidos
Um sorriso enigmático
Transfigura-se como um adorno
Mudo e apático
Dele não saem poemas, apenas palavras
Bem no íntimo de tudo
Uma luz ressurge
Ilumina o interior
Clareia o infinito
No fim sobra-se algo
É uma vaga imagem refletida
Desvelada do véu
É um olhar
- Escrito em 2007
Tenho pensado muito a respeito desse poema de Mario Quintana:
Os Degraus
Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
Viver pode ser...

Um ótimo final de ano, e que o próximo possa ser vivido plenamente.
- Talvez se o mundo nos entregasse a espera
Poderíamos ter menos medo da morte
E , assim, viveríamos com sorte
Por enxergar em cada detalhe do mundo
O dom divino da existência
Pintura: Vincent Van Gogh - Campo de trigo com ceifeiro e sol
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Retrospectiva de livros 2009
- Agora são 16.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Shakespeare

-
Foto do filme O Mercador de Veneza (2004)
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Richard Hawley

Passei as duas últimas semanas pensando em como escrever sobre Richard Hawley, na verdade com essa minha louca rotina, acaba faltando tempo para apreciar certas belezas da vida.
Estava assistindo o Coluna MTV há um tempo e de repente toca uma música que me encanta, não só pela sublime letra, mas também pela intensidade e profundidade como ela era cantada.
Era ele, com uma voz estilo Frank Sinatra, mas sem glamour, profunda e vibrante diferente de qualquer tipo musical. Foi com For Your Lover Give Some Time que eu me apaixonei.
A música pertence ao álbum Truelove's Gutter, Sarjeta do amor verdadeiro, nome dado em referência a uma antiga rua em sua cidade Sheffield. É um disco um tanto melancólico e sutil, contudo, acho que definição não existe para ele, depende de como as músicas interagem com seu próprio inconsciente. Eu achei um tanto apaixonado e solitário, principalmente com For Your Lover Give Some Time, Soldier On e Don't You Cry.
Soldier On são quase 7 minutos e Don't You Cry são mais de 10, não é nem um pouco aquele tipo de música cansativa e eterna, pelo contrário, é interessante ver como simples sons introduzidos no começo da música fazem ela crescer, a exemplo do barulho de relógio em Don't You Cry. Já em As The Dawn Breaks, a primeira música do CD, tem início com um som distante, em que é preciso prestar atenção para escutar de verdade.
Quando escutamos Open Up Your Door fazemos aquela velha reflexão sobre o amor, e penso que é como está escrito na música:
"Open up your door
I can't see your face no more
Love is so hard to find
And even harder to define
Ooh open up your door
Cause we've time to give
And I'm feeling it so much more"
Site Oficial
Truelove's Gutter download
— Meu amor, até breve

Sinto seu cheiro
Sua falta
Olho ao redor
E sinto que você não está mais aqui
Falta Você
Mas terei que aprender a viver
Sem seus sorrisos e abraços
Sem seus beijos e enlaços
Sem seu amor perto de mim
O que dói
É o não poder te ter
Todo dia, toda hora
Como um amante sem fim
Mas a vida nos ensina
Que o tempo passa
E cura as feridas
Que agora existem em mim
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Porta-Retratos
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
A felicidade está em um outdoor

Uma conta a sua história sofrida, em que existe um câncer, três filhas e o abandono pelo marido. A outra é a propaganda de um shopping com a seguinte frase: "Venha para o Plaza, aqui sua felicidade pode ser completa". Momentaneamente surge aquele pensamento clichê: dinheiro traz felicidade?
Se aquela mulher do ônibus fosse perguntada a respeito disso, talvez ela respondesse "Sim, com certeza", tendo em vista a sua situação, o dinheiro possivelmente resolveria ou, pelo menos, amenizaria seus problemas. Contudo, não é a ânsia pelo dinheiro que faz com que pessoas estejam na miséria? O atual sistema não traz como consequência a elevada desigualdade social?
Sendo assim, o dinheiro dentro de um mesmo caso é a causa e a solução do problema. É perceptível, dessa forma, o quão estamos presos nessa complexa estrutura financeira. Esta, é uma sugadora, que ao mesmo tempo que retira, demonstra onde você pode encontrar abastecimento: no shopping.
É lá que a verdadeira felicidade reside, onde não há contas para pagar, obrigações para cumprir e miséria ao redor. Schopenhauer ia ahar um tanto intrigante a existência de um lugar assim, ele perguntaria se isso realmente existe na Terra. No planeta em que 1 bilhão de pessoas passam fome, a solução, a felicidade, encontra-se ali pertinho, dobrando a esquina, no shopping. Já que lá é algo surreal, de tanta felicidade, deveriam distribuir comida de graça na praça de alimentação, e nas lojas as roupas e os calçados poderiam ser dados aos mais necessitados. Quem sabe, assim, o outdoor se tornaria verdadeiro, sem ser uma mentira ilusiva. Quem sabe, desse modo, a mulher deixaria de ser pedinte, e eu perderia a vergonha por existir nesse mundo.
Trilogia da desconstrução III
Nesses traços escassos, retorno no tempo e vejo aquele retrato amarelado sobre a mesa tirado em algum lugar do passado. Sinto o che...
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Qual a relação entre uma mulher pedinte dentro de um ônibus e um outdoor do outro lado da rua? Uma conta a sua história sofrida, em que exis...
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Nesses traços escassos, retorno no tempo e vejo aquele retrato amarelado sobre a mesa tirado em algum lugar do passado. Sinto o che...
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Ás vezes eu paro e pergunto se tudo que existiu em nossa vida chegou a possuir algum significado e por alguns segundos acredito que não, mas...




