- Fotografia Salvador Dalí
No começo do século XX Dalí participou de alguns projetos da área cinematográfica como no filme de Luis Buñuel "Un chien andalou". Foi uma obra surrealista que lhe rendeu no futuro algumas parcerias com Alfred Hitchcock e Walt Disney. A foto pertence ao filme citado inicialmente.
Sento e escrevo Remonto toda trajetória Os traços e espaços Tudo o que já foi feito Penso que Você Não está aqui hoje Nesse papel riscado Só existe nas letras no passado Somente existe em mim Nada de pensar mais No que foi feito Quero que seja refeito Eu e Você Mas nada volta no tempo E eu termino sem Você Enquanto Você permanece em mim
Nos jornais e revistas futuros poderemos não estar
Mas mesmo assim não deixaremos nossa voz abafar
Gerações futuras caminharão em nosso passado
E dirão: Estamos aqui e vamos ser a revolução deste Estado.
- Poema escrito durante uma discussão político, filosófica e psicológica no msn.
(é o msn tem de certa forma uma utilidade)
É referente a indagações feitas por mim e pelo meu amigo Marcos Siqueira a respeito de como a sociedade tem se comportado em relação as informações que chegam a ela, e como o sistema incide em cima delas. Na verdade, uma crítica a falta de senso crítico social.
Faz mais de 3 meses que eu escrevi, Marcos acabou dando o título engraçado-filosófico, e hoje ocasionalmente lembrei do poema.
Escrevo sobre Você Sobre os dias, as horas Sobre o meu dia Que sem demora Acaba de começar Você, Eu e uma xícara de chá Olhando para o sol Que acaba de acordar Fantasias e histórias São faladas Enquanto o chá Não começa a esfriar E esse sol que faz o dia brilhar Aqui dentro aquece Os corpos juntos Que contemplam inertes Mais um amanhecer Que não vai terminar
Ando escutando mil bandas, mas uma que eu dou muito valor é Neil Young.
Eu estava na Livraria Cultura esse final de semana passado e de repente olho para o lado e está meu pai com um dvd de Neil Young perguntando o preço ao vendedor, aí ele diz: R$20,00. Na hora eu fiquei sem acreditar, só disse vamos levar com certeza! Aí fiquei comentando depois será que Neil Young está tão mal assim para estar R$20,00 ou é por que ninguém conhece e aí acontece aquela história de oferta e procura e acaba ficando barato. Cheguei em casa e fui direto assistir, o dvd é duplo e em formato de filme o diretor é Jonatham Demme.
É simplesmente incrível, eu adorei! O cd que ele está lançando no dvd é o "Prairie Wind" (2005), foi uma obra feita logo após uma perigosa cirurgia em sua cabeça. Da grande discografia que Neil Young possui esse cd está entre os melhores na minha opinião o arranjo musical dele é muito bom, no dvd é possível ver isso. Fazia algum tempo que eu não assistia algo tão bom na área musical, se encaixando em uma categoria superior está o dvd "Concert for George", uma homenagem póstuma feita por diversos músicos a George Harrison dos Beatles. Outro dvd muito bom é o "Crossroads"(2007) festival de blues feito por Eric Clapton, que recebe inúmeros músicos como: B.B. King, Willie Nelson, John Mayer, Jeff Beck, Buddy Guy, etc. De todos esses músicos a maioria já conhecido por mim, eu gostei mesmo da apresentação de Robert Randolph and The Family Band, que eu não conhecia, Robert toca uma pedal steel guitar (lap steel) e canta ao mesmo tempo, é realmente muito bom. O título do post é um trecho da minha música preferida de Neil Young que se chama Pocahontas, ela está no cd "Unplugged"(1993), sendo este maravilhoso, contém vários clássicos do cantor e foi feito em versão acústica pela MTV e gravado por esta em VHS. Na época Young teve alguns problemas com o pessoal da banda durante a gravação do cd, no geral a obra ficou muito boa, mas é visível a diferença quando se assiste o dvd Heart of Gold, pois é altamente nítida a sintonia entre a banda. Download CD ( detalhe para "No Wonder" e "Falling off the face of Earth")
Ando meio sem inspiração para escrever, mas depois que fiquei sabendo o que Sarney disse resolvi postar. Com certeza na minha visão foi um dos comentários mais hilários até agora nesse ano, claro que os de Lula estão em uma categoria superior a hilário. "É um processo Kafkiano este" foi o seu comentário a respeito do processo existente contra ele. Para quem não conhece o livro " O Processo" de Franz Kafka, vou resumi-lo em breves linhas, é a história de um homem chamado Josef K. que recebe um processo e não sabe o real motivo da acusação existente contra ele. E o livro inteiro é um conflito, pois ele tenta resolver o processo sem saber como fazer e a quem recorrer. Sarney, então, se sente um pouco Josef K. já que está sendo acusado de coisas que ele desconhece. Mas, tendo ele vestido o personagem, ele deve concordar que mesmo "sem saber" as acusações do processo, ele tenta de todas as formas ir contra isso e ganhar. Josef K. no livro não passa de um personagem arrogante que acha que porque possui um bom cargo não deveria ser pertubado pela justiça e nem por um processo insignificante. Coincidência? Acho que Sarney sem querer acabou se encaixando perfeitamente em um personagem literário, se Kafka ainda fosse vivo e soubesse dessa pérola com certeza iria rir e achar que ele não entendeu o livro, ou pelo contrário, entendeu muito bem a ironia de todo esse Processo.
De que ele volte Com olhos profundos e sorriso desconfiado Fechando a porta da nossa casa Voltando a dar sentido nessa minha existência, terrena. Para que um dia a vida termine E eu me despeça Deixando a porta aberta Enquanto ouço ele dizer: ― Volta