sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Trilogia da desconstrução I




Quando os anos passam e você se olha no espelho e percebe que seus olhos, seu nariz, sua boca, não possuem as mesmas expressões e contornos de outrora. Você termina por perceber o quanto a vida te mudou. Não foi a idade, através dos seus aniversários, nem o clima, através das estações, mas foram os problemas que te moldaram e te deram essa cara nova que você enxerga no espelho. Eles te construíram através da desconstrução. E através dos cacos arrumados, é que você transparece seu olhar. E isto é algo que só os seus olhos podem ver. Somente eles neste profundo olhar é que tentam identificar que você foi e quem você passou a ser.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Quero ser leve



Leve como a folha que toca docemente a água
Leve como as bolhas de espuma do oceano
Leve como a brisa que toca a face e corre suavemente entre os dedos
E pela leveza que toca o meu ser eu quero ser levada
Levada pelo infinito do universo, entre as poeiras de estrelas e as galáxias brilhantes no firmamento
Levada ao âmago do meu ser, ao início de tudo, da vida, das cores e das formas
E lá no imo, eu quero ser

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Liturgia das Horas


Como aguentar essa dor que lacera o meu peito e faz doer a minha alma?
Como aguentar as lamúrias do coração na liturgia das horas de sofrimento?
Como?
A dor que palpita nessa hora, é a mesma que a meses teima em dizer não, não e não.
A negação dos que amam e não querem ver, não querem sentir. Só querem fechar os olhos e esquecer.
Mas como?
As palavras proferidas querem e lutam para serem acreditadas.
O coração diz que sim.
A razão diz que não.
Em todos esses momentos ressoa na mente: A dor é inevitável. E o sofrimento é opcional.
Mas e quando a dor é permanente nas horas? Quando doi por mais de 24 horas, o que fazer?
É a dor que doi como o barulho do relógio, a cada hora que bate nele em seu aparelho, bate no coração.
E a cada dia que ressurge na alvorada, faz lembrar que é verdade, e que você não acordou de um pesadelo, mas essa é a sua vida e o presente momento em que está vivendo.
As horas vão passando e continua a doer, e continua a doer...

sábado, 21 de dezembro de 2013

Sonhos de Deus

”Se quisermos conhecer o sonho de Deus a respeito de nós mesmos, é útil meditarmos sobre o sonho de Deus que se tornou ser humano em Jesus Cristo. Ao observarmos como a pessoa Jesus viveu, como falou, pensou e agiu, descobrimos nossas próprias possibilidades. Ao mesmo tempo devemos, porém, escutar em nós mesmos e sentir onde surge uma ressonância em nós. Onde estamos em paz conosco mesmos, onde algo floresce em nós, onde alguma coisa fica cheia de vida, ali estamos em contato com o sonho de Deus a respeito de nós”.  (Sonhos de vida – Anselm Grun).

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Loreena Mckennitt



Bom, se você ainda não conhece, ela é uma cantora canadense que compõe, toca (harpa, piano e acordeão) e canta músicas no estilo New Age. Mas antes de você achar que ela é igual a Enya, eu posso afirmar que não tem muito a ver. Ela se baseia na cultura celta para criar suas músicas, as quais muitas se referem as lendas Arthurianas e utiliza diversos intrumentos, grande parte deles orientais para dar um ar épico nas canções. Sem falar nas letras, são absolutamente poéticas. Quem puder confira o video abaixo, e se puder depois procure os outros videos de The Night from The Alhambra. No wikipédia tem uma breve biografia dela.



domingo, 16 de dezembro de 2012

Na janela em que te vejo


Olho pela janela
E vejo tua expressão desiludida
Olhos cansados
Rosto amargurado
E cabelos escassos

O que fizestes da tua vida?

Com certeza não é quem sonhou em ser
Há vinte anos atrás
Tua juventude ficou
E o relógio que uma vez andou
Já não te favorece mais

Mas por fim entendeste
Que o que te faz ser é o presente
E as más escolhas que fizestes
Não te rejuvenecem
Só te deixam espaço para entender
Que a vida só é escassa
Para quem deixou de viver


Foto: autor desconhecido

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A você

Quanto tempo...

Ando pensando muito em escrever
Em voltar
Mas como?

Não sei...

Só sei que comigo não funciona de fora para dentro
Não funciona com um dicionário
Com uma gramática ao lado
Só funciona sentindo

Todos os dias vivenciamos experiências incríveis, únicas
Como os nossos sonhos
Mas não escrevemos no papel
Fica guardado no nosso espírito
Escrito em nossa alma

Sinto que tenho um livro infinito dentro de mim
Em um infinito de emoções
Que na maioria das vezes são postas de lado
Pela correria e mecânica do dia-a-dia

Mas e o papel como fica?
Em branco, isolado?
Não, não
O papel tem que ser pintado
Por uma imensidão de cores
Dispostas de todas as formas

Assim preciso ser, como um quadro
Esperando a próxima pincelada
Se transformando a cada cor nova
Se tornando algo inexplicável

Assim eu me sinto agora
E graças a você, amigo desconhecido
Que por um comentário me fez ver que posso ser mais
Que não estou só nesse Infinito do Ser
A você o meu mais sincero Obrigada.

Trilogia da desconstrução III

Nesses traços escassos, retorno no tempo e vejo aquele retrato amarelado sobre a mesa tirado em algum lugar do passado. Sinto o che...