quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Jerusalem


Acredito que o mundo tem o costume de analisar uma situação sob um ângulo interno, e nunca pára para pensar que pode existir outros lados de uma determinada situação. Eu gosto muito dessa música, mas nunca tinha reparado como ela diz tanto a respeito de um contexto social, então, pensemos nela como uma nova visão de uma situação que é tão comentada historicamente e atualmente.


"Jerusalem, se me esquecer de você,
fogo não irá vir da minha língua
Jerusalem, se me esquecer de você,
deixe minha mão direita esquecer aquilo que supôs a fazer.


Aos dias antigos, nós iremos retornar sem demora
Fortalecer a bondade e a generosidade em nosso caminho
Nós temos viajado de estado para estado
e não temos entendido o que eles falam
3000 anos sem um lugar para estar
e eles querem que eu desista da minha terra
Você não vê, não é sobre a terra ou o mar
Não o país, mas a moradia de sua majestade


Reconstrua o templo e a coroa de glória
Anos se foram, uns sessenta
Queimando no forno neste século
e o gás tentou me parar, mas ele não pôde me deter
eu não irei mentir, eu não irei adormecer
ele virá sobre os mares, sim ele me fará ficar livre
apague os demônios de sua memória
mude seu nome e sua identidade
Medo da verdade e da nossa negra história
Porque todos sempre nos perseguem
Cortando as raízes da nossa árvore genealógica
Você não sabe que esse não é o jeito de ser


Avançar nestas maneiras, e os mundos enlouquecem
Você não sabe que isso é apenas uma fase
O exemplo que Simão disse
se eu esquecer a verdade, então minhas palavras não penetraram
Babilônia queima no lugar, não podendo ver através do embaçado
Cortando para baixo todos em seus caminhos sujos
Esse o preço que você paga por vender mentiras para a juventude
De jeito nenhum, não está ok, oh de jeito nenhum, não está ok, hey
Ninguém irá parar meu caminho
Ninguém irá me puxar para baixo
Oh não, eu tenho que continuar
Manter-me vivo"

Matisyahu - Jerusalem

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Diário sentimental


Ah, esses rostos que não me deixam em paz.
Quanto mais eu sinto a vida pulsar em mim, mais eu sofro por existir
E nas minhas eternas madrugadas solitárias
Penso em como agir e no que eu sinto
Só que chego a nenhuma conclusão
E assim me dói existir
Não é que eu considere a vida algo ruim
Pelo contrário amo-a intensamente
Mas sua imprecisão me magoa e fere minha inteligência
Nas veias que correm em meu corpo
Existe o amor vermelho que arde em meu peito
Mas sua irrealização penaliza meus sentimentos
Então descubro porque me dói viver
Ás vezes penso que estou errada por desejar e sonhar demais
Mas logo esse pensamento desaparece
E creio que é um absurdo eu não dar vida ao que sinto
Por valores convencionais não estarem de acordo
O que eu faço com o que eu sinto nessa eterna madrugada?
Alguém me diria...
Vá atrás e realize-o
E eu responderia dizendo que existem coisas que não dependem só de mim
Como é agonizante tudo isso
E acredito que você já deve ter sentido algo parecido
Então, não sou pelo menos incompreendida.
Só queria que essa dor parasse para poder estar em paz novamente
Estou pensando em como resolver esse problema
No fundo eu sei o que quero e o que devo fazer
Mas minha insegurança me impede de abandonar
Esses rostos que flutuam em minha mente
Meu verdadeiro sentimento deve prevalecer e esses rostos devem desaparecer
Afim de que o sincero permaneça
Por que o amor é complicado?
Por que sua dor atormenta minha alma?
A essa hora chego a conclusão de como é penoso gostar de alguém


Foto: Allison Brady

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Amanhecer na cidade



A vida poderia ser um eterno amanhecer

sempre:
o canto dos pássaros
o som do mar
os alegres bom dia
a esperança de um novo dia

Mas com essa vida urbana
só me resta aproveitar alguns minutos desse alvorecer


Vou morar em uma ilha

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Oração


Ah essa vida humana
Quanto sofrimento por tão pouco
Dúvidas revelam-se diariamente na rotina terrestre
E são respondidas de forma tão negativa que toda a felicidade desaparece
Problemas aparentemente sem solução aparecem a cada mês na vida do Ser
Tão fáceis de resolver e o mundo inteiro acaba-se por eles,
Sendo que bastaria enxergar as respostas com os olhos espirituais

Não escuto frases do tipo:
“Como estou feliz” ou “As coisas estão caminhando”

Só repetem o velho cansaço e o desgosto pela vida
Vivem apegados a coisas efêmeras,
Esquecendo assim que tudo é poeira
Como eu queria Senhor que o mundo sentisse o que eu sinto
Sem julgar que minha visão é melhor,
Mas eu queria que sentissem o prazer em viver

Aproveitar oportunidades,crescer constantemente e amar ao próximo
Entendendo assim que é possível se melhorar como espírito
Plantando agora sem pensar no amanhã inexistente
Quantos planos em um corpo pequeno
Quantas realizações acontecem no determinado instante
Todo dia é dia de Luz

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Do outro lado


Começou com uma crítica e logo todos estavam nas ruas aos berros.
Braços entrelaçados , bandeiras estendidas, de mãos dadas caminhavam rumo ao desconhecido.
E ouvia-se do outro lado de um muro os ecos da gritaria, eram vozes que pareciam sussurrar interiormente.
Quanta gente deve ter, diziam alguns dos emparedados.
Pessoas pretas,amarelas,brancas, azuis e verdes formavam lá fora o arco íris da força.
E os ecos intensos entoavam no horizonte fazendo o chão vibrar.
Decidiu-se então subir no muro para olharem o que acontecia do outro lado,


Mas nada enxergaram...
E o homem já aflito por não ver, continuou a olhar...

Nada viu.


A voz e o chão continuam a vibrar interiormente, embora seus olhos até hoje permaneçam cegos.
A utopia da realidade impede que ele veja algo além de si mesmo.
A sociedade não é vista lá fora, ela apenas é sentida dentro de cada um.

São os sons do povo ignorado e da realidade social banalizada.

Pobres invisíveis
Pobres cegos

Como é pobre esse mundo.

domingo, 9 de março de 2008

Vida singela



Ah! Alegria
Ah! Amor
Quanto tempo que não escrevo sobre vocês...
Quanto tempo que não escrevo sobre sentir...
Tudo se transforma a cada dia
E as coisas vão passando e mudando
A eterna metamorfose do Ser

Quantas coisas deixei de dizer
Quantos sorrisos não deixei florir
Meus sentimentos
Minhas dúvidas
Unidos em um só, como sempre.

Mas hoje algo iluminou
E começou a existir
Nada é como antes tudo evoluiu e contornou
O passado, o instante, tudo se transformou.
E os sorrisos se tornaram olhares
E a vida uma simples passagem

Na contínua atmosfera singela
Ressurgiu as alegrias e os amores
Leves esboços da eternidade

Trilogia da desconstrução III

Nesses traços escassos, retorno no tempo e vejo aquele retrato amarelado sobre a mesa tirado em algum lugar do passado. Sinto o che...